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<title><![CDATA[Abacate Doce]]></title>
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<description><![CDATA[www.abacatedoce.net]]></description>
<language>pt-br</language>
<lastBuildDate>Wed, 6 Jan 2010 08:26:58 -0500</lastBuildDate>
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<managingEditor>daniel@abacatedoce.net</managingEditor>
<webMaster>daniel@abacatedoce.net</webMaster>
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<title><![CDATA[Auto-Destruição]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=108</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Gostaria de parar de aprender. Chegar a um ponto de minha vida e dizer 
      &#8220;ok, agora eu sei tudo. Chegou a hora de viver&#8221;, de chegar &#224; perfei&#231;&#227;o e 
      ao absoluto. &#201; uma batalha interna constante e cansativa em busca do 
      &#8220;perfeito&#8221;, de ser aquela pessoa inquestion&#225;vel, indubit&#225;vel, 
      indiscut&#237;vel. E &#233; uma batalha perdida, que s&#243; lhe causar&#225; ang&#250;stia e 
      sofrimento, lhe far&#225; ficar martirizando-se pelos erros do passado, far&#225; 
      ficar lhe culpando por n&#227;o ter sido perfeito em determinadas situa&#231;&#245;es. 
      &#201; uma vis&#227;o auto-destrutiva que tenho de mim.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Culpo-me por ter feito algo de maneira imperfeita no passado e exijo que 
      fa&#231;a da maneira perfeita no presente. S&#243; que nunca vou fazer da maneira 
      perfeita, pela minha pr&#243;pria ess&#234;ncia humana. Disseram-me que procuramos 
      nos outros os nossos defeitos. Penso que os principais defeitos que 
      procuro nos outros s&#227;o aqueles que tenho como marca maior: incompreens&#227;o 
      e intoler&#226;ncia. Falta da capacidade de compreender porque as outras 
      pessoas tomam determinadas atitudes e toler&#226;ncia para quando n&#227;o 
      conseguir compreender. De fato, toler&#226;ncia &#233; mais importante do que 
      compreens&#227;o, pois eu posso aceitar algo sem entend&#234;-lo. Eu aceito que o 
      Universo &#233; infinito, mas n&#227;o o entendo.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Admitir os erros do passado ao inv&#233;s de tentar voltar no tempo para 
      arrum&#225;-los, admitir que relacionamentos interpessoais s&#227;o vias de 
      m&#227;o-dupla onde ambos devem trafegar, s&#227;o atitudes que v&#227;o de encontro &#224; 
      id&#233;ia de que estamos em um ponto confort&#225;vel de nossa evolu&#231;&#227;o pessoal.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Mas viver &#233; aprender. Viver &#233; uma constante transforma&#231;&#227;o e aprendizado. 
      O dia se conclui com o p&#244;r-do-sol, e o aprendizado (vida), s&#243; com a 
      in&#233;rcia total e a morte do ser.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Negar minha imperfei&#231;&#227;o &#233; negar minha natureza humana. Exigir minha 
      perfei&#231;&#227;o para manter rela&#231;&#245;es interpessoais, far-me-&#225; exigir das 
      pessoas a mesma coisa que eu penso que elas exigem de mim. Eu penso que 
      elas exigem de mim, porque eu exijo delas e exijo de mim mesmo. E o 
      ciclo vicioso acaba comigo e me cega quando algu&#233;m gosta de mim 
      simplesmente por eu &#8220;ser o que sou&#8221; e n&#227;o ser &#8220;a perfei&#231;&#227;o que gostaria 
      de ser&#8221;.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      N&#227;o &#233; nada f&#225;cil admitir isso, mas a sensa&#231;&#227;o de alivio e a certeza que 
      amanh&#227; serei humanamente melhor que hoje , torna-se viver uma b&#234;n&#231;&#227;o.
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>7ª Esfera</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=108</comments>
<pubDate>Wed, 6 Jan 2010 11:26:32 -0500</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=108]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Questionário sobre racismo e xenofobia]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=107</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Existem alguns comportamentos t&#237;picos da regi&#227;o da Serra Ga&#250;cha que eu 
      gostaria de saber se existem em outros lugares do Brasil. Como sei que 
      entre meus 12 leitores h&#225; alguns de outras regi&#245;es, gostaria que voc&#234; 
      respondessem as seguintes perguntas:
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      1. Na regi&#227;o onde voc&#234; mora, quando voc&#234; &#233; apresentado a algu&#233;m, &#233; comum 
      perguntarem &quot;de que fam&#237;lia voc&#234; &#233;&quot;?
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      2. Na regi&#227;o onde voc&#234; mora, existem pessoas que assumem que s&#227;o 
      racistas e acham isso natural, sem terem a menor vergonha?
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      3. O que voc&#234;, sendo <b>brasileiro</b>, vivendo no <b>seu pa&#237;s</b>, 
      sendo uma mistura de ra&#231;as, cores e culturas diferentes como <b>todo 
      o Brasil</b>, pensa daqueles iguais a voc&#234; que se acham superiores por 
      serem &quot;mais alem&#227;o&quot;, &quot;mais italiano&quot; ou &quot;mais turco&quot; que voc&#234;?
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      4. Voc&#234; j&#225; foi v&#237;tima de racismo, por qualquer motivo?
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      5. Como voc&#234; se sentiria ouvindo essa conversa a seu respeito:<br />- 
      De que fam&#237;lia ele &#233;?<br />- Ele &#233; Santos!<br />- Ah... mas &#233; 
      gente boa.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Respondam nos coment&#225;rios.
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>6ª Esfera</category>
<category>7ª Esfera</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=107</comments>
<pubDate>Tue, 5 Jan 2010 11:45:52 -0500</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=107]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conforto x Risco]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=106</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Voc&#234; est&#225; caminhando por uma estrada, quando chega a um cruzamento com 
      duas op&#231;&#245;es. A op&#231;&#227;o &#8220;A&#8221; &#233; uma estrada mais limpa, mais f&#225;cil de seguir, 
      aparentemente j&#225; conhecida.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Voc&#234; sabe que seguindo por ali as pessoas ao seu redor te apoiar&#227;o e 
      incentivar&#227;o. &#201; o caminho moralmente correto e de destino prov&#225;vel.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      J&#225; a op&#231;&#227;o &#8220;B&#8221;, &#233; uma estrada desconhecida, cheia de curvas, com destino 
      incerto. &#201; um caminho n&#227;o percorrido antes por voc&#234;, mas que parece lhe 
      chamar mais a aten&#231;&#227;o. Ele &#233; cercado de &#225;rvores frut&#237;feras, das que voc&#234; 
      gosta. Ma&#231;&#227;s, uvas, pitangas, jabuticabas, etc.. Por&#233;m ele &#233; perigoso. 
      Desperta aquele medo natural do desconhecido que todo ser humano tem. &#201; 
      incerto.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Voc&#234; se aproxima do caminho &#8220;B&#8221;, sonda-o, analisa-o. A moral diz para 
      esquec&#234;-lo, seguir pelo conforto do &#8220;A&#8221;.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Voc&#234; olha novamente para o &#8220;A&#8221;. Percebe que parece ser promissor, mas 
      est&#225; incerto disso. Acredita que aquela estrada v&#225; terminar em um lugar 
      que voc&#234; j&#225; conhece e que, ao longo do caminho, n&#227;o encontrar&#225; as mesmas 
      frutas que encontraria no &#8220;B&#8221;.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Mas voc&#234; pode estar errado. O &#8220;A&#8221; pode ter &#225;rvores frut&#237;feras mais a 
      frente, pode se tornar mais interessante. O &#8220;B&#8221;, por outro lado, pode 
      acabar na pr&#243;xima curva em um imenso desfiladeiro. A possibilidade de 
      estar errado na sua an&#225;lise das op&#231;&#245;es existe, assim como de tomar a 
      decis&#227;o errada.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      H&#225; mais um agravante: para ir pelo &#8220;B&#8221;, voc&#234; ter&#225; que escalar um muro e 
      derrubar algumas pessoas. Essas pessoas talvez se machuquem na queda e 
      sigam por outro caminho. Talvez, se voc&#234; derrub&#225;-las, significa que voc&#234; 
      era mais forte que elas para chegar at&#233; o topo do muro. Por outro lado, 
      talvez fosse uma atitude ego&#237;sta. Voc&#234; poderia ser feliz indo pelo &#8220;A&#8221; 
      sem a luta do &#8220;B&#8221;. Mas como saber?
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Ent&#227;o:
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      A) Moralmente correto, n&#227;o haver&#225; o risco de machucar terceiros, o apoio 
      ser&#225; un&#226;nime, mas n&#227;o &#233; exatamente o que voc&#234; quer. Ele te lembra uma 
      estrada do passado. N&#227;o desperta muito sua curiosidade, n&#227;o &#233; muito 
      desafiador, &#233; o caminho do conforto. &#201; o caminho para dizer &#8220;chega, vou 
      para casa descansar&#8221;. Pode ser que depois da pr&#243;xima curva haja um 
      para&#237;so f&#225;cil de acessar, moralmente correto e agrad&#225;vel.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      B) Moralmente duvidoso, haver&#225; o risco de machucar terceiros, algumas 
      pessoas n&#227;o lhe apoiar&#227;o, mas parece ser mais interessante com todas 
      aquelas &#225;rvores frut&#237;feras ao redor, os desafios e o despertar da sua 
      curiosidade. &#201; o caminho mais ego&#237;sta, onde voc&#234; ir&#225; buscar a sua 
      felicidade independente da opini&#227;o dos outros e do apoio un&#226;nime. Parece 
      bem mais promissor, mas pode ser que depois da pr&#243;xima curva haja um 
      buraco sem fim.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Por qual caminho voc&#234; seguiria e por qu&#234;?
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Introspecção</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=106</comments>
<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 09:11:02 -0500</pubDate>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[A Alienação dos Ateus]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=105</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Por indica&#231;&#227;o de uma amiga, entrei em uma comunidade onde encontrei um 
      texto intitulado &quot;A Aliena&#231;&#227;o dos Ateus&quot;, que pode ser lido na &#237;ntegra 
      direto na fonte em <a href="http://rudyrafael.wordpress.com/2009/12/24/a-alienacao-dos-ateus/" target="_blank">http://rudyrafael.wordpress.com/2009/12/24/a-alienacao-dos-ateus/</a>.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Achei o texto muito interessante, por se tratar de um tema que eu j&#225; 
      havia pensado e chegado a conclus&#227;o semelhante.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      H&#225; alguns semestres apresentamos um trabalho na discilpina de Teoria da 
      Ci&#234;ncia sobre Criacionismo x Evolucionismo. Nosso grupo trabalhou de 
      forma bastante aberta a novas id&#233;ias e o resultado foi muito bom. A 
      conclus&#227;o que chegamos com o trabalho, &#233; que de fato ci&#234;ncia e religi&#227;o 
      podem sim andar juntas, uma n&#227;o anula a outra e nenhuma &#233; fonte de 
      conhecimento &#250;nico.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Ora, a pr&#243;pria ci&#234;ncia nos mostra a cada dia que quanto mais conhecemos 
      o universo, mais sabemos que somos ignorantes. Nada mais natural do que 
      haver um universo de fatos desconhecidos e incompreens&#237;veis em nossas 
      limita&#231;&#245;es humanas.
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>7ª Esfera</category>
<category>Teorias</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=105</comments>
<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 09:18:11 -0500</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=105]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vilões e Vítimas]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=104</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Sempre tive a d&#250;vida sobre o que era pior: levar um fora ou dar um fora. 
      A resposta padr&#227;o &#233; que levar fora &#233; pior. Tenho d&#250;vidas.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Ignorando as particularidades de cada relacionamento, quando voc&#234; d&#225; o 
      fora em algu&#233;m, fica com a sensa&#231;&#227;o de &#8220;vil&#227;o&#8221; por ter deixado triste 
      uma pessoa que voc&#234; tanto gostou. Voc&#234; &#233; o &#8220;malvado&#8221;, mesmo que a culpa 
      n&#227;o seja sua ou que n&#227;o haja culpado. Voc&#234; acha que &#233; o causador da dor. 
      Questiona-se se poderia ter feito algo para evitar isso. Provavelmente 
      voc&#234; tentou falar com a outra pessoa, tentou alternativas, tentou 
      &#8220;negociar&#8221;, mas foi em v&#227;o.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Por outro lado, ao levar um fora voc&#234; &#233; a &#8220;v&#237;tima&#8221;. V&#237;timas s&#227;o 
      &#8220;consoladas&#8221;, s&#227;o &#8220;protegidas&#8221;. Levar um fora causa uma sensa&#231;&#227;o de 
      impot&#234;ncia, especialmente se voc&#234; ainda tem sentimentos pela pessoa que 
      o rejeitou e se voc&#234; n&#227;o sabe exatamente porque levou o fora. Parece um 
      castigo, uma penit&#234;ncia. Um &#8220;fail&#8221;.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Pensem na maldade que &#233; dar um fora sem um motivo l&#243;gico (brigamos 
      demais, ele(a) me traiu, etc.): voc&#234; est&#225; dizendo a outra pessoa que 
      ser&#225; mais feliz sem ela. H&#225; o fora &#8220;sacrif&#237;cio&#8221;, que &#233; aquele que voc&#234; 
      percebe que n&#227;o poder&#225; fazer a outra pessoa mais feliz, percebe que ela 
      pode ser mais feliz sem voc&#234; mas n&#227;o tem coragem de terminar. Ent&#227;o voc&#234; 
      se sacrifica, assume o papel de vil&#227;o e &#8220;liberta&#8221; ela da rela&#231;&#227;o.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Dizem que h&#225; o fora consensual, onde ambos decidem que o relacionamento 
      n&#227;o vai a lugar nenhum. Acho uma bobagem. Sempre algu&#233;m d&#225; o primeiro 
      passo.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      De qualquer forma, vil&#227;o ou v&#237;tima, &#233; sempre bastante desgastante o fim 
      de um relacionamento. N&#227;o sei quem sofre mais, de quem s&#227;o as culpas e 
      se poderia ser evitado, mas &#233; algo que s&#243; estaremos totalmente livres se 
      nunca namorarmos. Vale a pena evitar?
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>1ª Esfera</category>
<category>Divagações</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=104</comments>
<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 14:05:41 -0500</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=104]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Crise de Identidade]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=103</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Meu primeiro blog foi criado volta de 2001, quando os blogs estavam 
      come&#231;ando a se popularizar.  Naquela &#233;poca havia muito preconceito com 
      blogs. Eram vistos como &#8220;coisa pra nerd&#8221; ou &#8220;di&#225;rio p&#250;blico&#8221;. De fato 
      uma boa parte das pessoas usava blogs para contar sobre o seu 
      &#8220;interessant&#237;ssimo dia-a-dia&#8221;. Uma esp&#233;cie de &#8220;Big Brother textual 
      seletivo&#8221;, onde voc&#234; s&#243; acompanha quem gosta. Nada muito diferente do 
      Twitter hoje. Ali&#225;s, retiro o que disse: bastante diferente do Twitter, 
      uma vez que o Twitter resume-se a divaga&#231;&#245;es e coment&#225;rios vagos  sobre 
      coisas desinteressantes, enquanto que blogs d&#227;o uma possibilidade de 
      comunica&#231;&#227;o incompar&#225;vel e absurdamente mais ampla.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Naquela &#233;poca eu comecei com o 5150. Tratava-se de um blog sobre 
      assuntos variados, n&#227;o muito diferente do Abacate Doce hoje &#8211; que tamb&#233;m 
      existia na &#233;poca, mas era exclusivamente dedicado &#224; inform&#225;tica. O 5150 
      era um espa&#231;o onde eu podia fazer coment&#225;rios maldosos sobre as pessoas, 
      postar fotos de minha bagun&#231;a, ser paran&#243;ico, etc.. De vez em quando 
      releio os textos daquela &#233;poca e vejo que era um blog bastante 
      interessante, especialmente considerando a idade que eu tinha e o 
      contexto da &#233;poca.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Outra grande diferen&#231;a, &#233; que eu n&#227;o fazia a menor quest&#227;o de divulgar o 
      5150. Apenas amigos e &#8220;pessoas virtuais pr&#243;ximas&#8221; sabiam dele. Era uma 
      forma de evitar conversas desnecess&#225;rias sobre mal-entendidos a respeito 
      de coisas que escrevi. Odeio ter que explicar textos. Se n&#227;o entendeu, 
      se discorda, se odeia, se ama, se concorda, guarde o sentimento para si 
      ou escreva nos coment&#225;rios, mas n&#227;o me incomode no &#8220;mundo real&#8221; xingando 
      porque eu disse algo que n&#227;o voc&#234; gostou. Esse era o grande motivo de 
      ter o 5150 sem divulga&#231;&#227;o.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Anos depois, abandonei o 5150 e passei a centralizar os assuntos aqui, 
      no Abacate Doce. Ultimamente passei por uma crise de identidade 
      blogu&#237;stica, justamente por causa do problema descrito no par&#225;grafo 
      anterior. Gostaria de escrever algumas teorias insanas aqui, mas nem 
      sempre estou disposto a conversar sobre elas. Estive pensando sobre isso 
      e analisando pessoas que admiro pela sua personalidade, por falarem o 
      que pensam, por agirem como acham que devem agir, por seguirem seus 
      princ&#237;pios, suas cren&#231;as, etc. Eis que fiz uma associa&#231;&#227;o entre elas: 
      todas elas t&#234;m coragem e realmente est&#227;o cagando e andando para o que 
      terceiros v&#227;o pensar. Elas percebem que o mundo &#233; muito maior do que ser 
      pol&#237;tico ou agrad&#225;vel a todos.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Dado essa conclus&#227;o, comecei a cogitar a possibilidade de voltar a 
      escrever no Abacate Doce mesmo, divulg&#225;-lo mais ainda e assumir todas as 
      conseq&#252;&#234;ncias das minhas opini&#245;es. Mas ainda me incomodava o fato de 
      misturar tantos assuntos em um &#250;nico lugar. Conversei com <a href="http://www.musicjunkies.com.br/" target="_blank">um 
      amigo meu</a> sobre isso e cheguei &#224; conclus&#227;o de que, como sou uma 
      suruba de assuntos e id&#233;ias, faz sentido ter em um blog com nome 
      estranho uma suruba de assuntos. Ali&#225;s, n&#227;o importa se faz sentido. 
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Por isso e gra&#231;as aos coment&#225;rios inteligentes (&#233; verdade) que recebi ao 
      longo do tempo, voltei a ativar este blog. N&#227;o prometo atualiza&#231;&#245;es 
      di&#225;rias, n&#227;o prometo atualiza&#231;&#245;es semanais, mensais, anuais, nem nada. 
      Atualizarei como sempre fiz: sazonalmente, conforme quest&#245;es sacais.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Ah, e para concluir: eu vou migrar ele para C#. Falta relativamente 
      pouco para terminar, acho que em algumas semanas teremos um 
      AbacateDoce.NET verdadeiramente &#8220;.NET&#8221;.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Agrade&#231;o aos 12 leitores pela paci&#234;ncia.
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Abacate Doce</category>
<category>Diversos</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=103</comments>
<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 19:26:23 -0500</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=103]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sim]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=102</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Sim... voltei a atualizar o blog. Rec&#233;m cheguei em casa, n&#227;o vou fazer 
      nenhuma atualiza&#231;&#227;o decente, apenas dar sinal de vida.
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Abacate Doce</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=102</comments>
<pubDate>Sun, 1 Nov 2009 22:58:32 -0500</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=102]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sem Atualizações até 1 de Novembro]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=101</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Ficarei o m&#234;s todo de Outubro sem postar nada.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Voltarei dia 1&#176; de Novembro. Ou talvez 31 de Outubro, pois n&#227;o gosto de 
      Novembro [/superticioso].
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Recomendo aos leitores que n&#227;o t&#234;m contato comigo que assinem o RSS. Os 
      demais, esperem receber SPAM no Orkut e MSN.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      O motivo disso &#233; que estou migrando o site para C#.
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Abacate Doce</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=101</comments>
<pubDate>Mon, 5 Oct 2009 21:56:53 -0400</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=101]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Álcool, analgésicos e propagandas]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=100</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Admiro-me com as propagandas de bebidas. Lembram o velho cowboy do 
      cigarro, ainda quando propagandas de cigarro eram totalmente liberadas 
      na TV.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Tirando as propagandas de cerveja que s&#227;o apela&#231;&#227;o pura, as de bebidas 
      &quot;finas&quot; como whisky, vodka e afins, seguem sempre o mesmo padr&#227;o: um 
      homem estereotipado, elegante, passando a imagem de &quot;profissional de 
      sucesso&quot;, tomando o seu drink di&#225;rio ap&#243;s suas dif&#237;ceis 6 horas de 
      trabalho. E com slogans em ingl&#234;s, que &#233; mais chique.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Aquele sujeito bem arrumado que fez sucesso por &quot;continuar caminhando&quot;. 
      Aquele sujeito que vai &#224; festa e consegue a mulher sexualmente mais 
      agressiva, porque toma aquela mistura de cacha&#231;a com Halls vermelho 
      derretido.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      N&#227;o deixa de ser ofensivo tentarem reeditar o cigarro dos s&#233;culo 
      passado, vendendo um produto prejudicial &#224; sa&#250;de como parte integrante 
      de um estere&#243;tipo que voc&#234; deve querer seguir.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      O pior &#233; que a bebida est&#225; impregnada na cultura popular. Experimente ir 
      em uma festa e n&#227;o beber nada. Se voc&#234; dirigir, ok, caso contr&#225;rio ser&#225; 
      o anti-estere&#243;tipo, o oposto total daquilo que por obriga&#231;&#227;o social voc&#234; 
      deveria querer ser.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Se eu fosse dono de uma farmac&#234;utica, investiria em propagandas de 
      analg&#233;sicos mostrando o &quot;<i>day after</i>&quot; das propagandas de 
      bebidas: o engravatado acordando com olheiras, indisposto, com uma 
      baranga ao seu lado, uma puta dor de cabe&#231;a, com n&#225;useas e sujo. Levanta 
      da cama e se dirige ao banheiro. Contempla sua cara de ressaca e retorna 
      ao quarto.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Ent&#227;o ele abre a gaveta do seu criado-mudo e come&#231;a a revirar uma 
      pequena bagun&#231;a &#224; procura de algo. Acha uma moeda de R$ 1,00.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      O comercial se encerra com o cidad&#227;o saindo feliz do mercadinho da 
      esquina. Por R$ 0,99 ele curou sua dor, gra&#231;as ao Abacate Analg&#233;sico. &#192; 
      venda nas melhores farm&#225;cias e supermercados.
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Divagações</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=100</comments>
<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:12:45 -0400</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=100]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre o Moleque Pichador]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=99</link>
<description><![CDATA[    <p style="margin-top: 0">
      Uma das pol&#234;micas da semana foi <a target="_blank" href="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1313499-5604,00.html">o 
      moleque que pichou as paredes da escola e foi castigado pela professora</a>.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      O resumo da hist&#243;ria &#233; assim: a escola estava com v&#225;rias paredes 
      pichadas e com a pintura desgastada. Professores e alunos fizeram um 
      mutir&#227;o para pintar todas as paredes da escola.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Alguns dias depois, um aluno de 14 anos foi pego pichando novamente uma 
      das paredes.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      A professora castigou o moleque obrigando-o a pintar a picha&#231;&#227;o e dar 
      retoques nas pinturas das paredes, passando de sala em sala.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Alguns colegas filmaram, largaram o v&#237;deo no Youtube, os pais n&#227;o 
      gostaram e processaram a professora por ter &quot;maltratado o filhote&quot;.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      No programa <a target="_blank" href="http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/gaucha/subcapa,129,4235,Polemica.html">Pol&#234;mica</a>, 
      desta &#250;ltima sexta-feira, o assunto foi debatido, com a participa&#231;&#227;o por 
      telefone dos pais do guri e da professora.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      A professora explicou que enquanto &quot;xingava&quot; o guri ele fazia piadinhas 
      e brincadeiras. Por isso no v&#237;deo que est&#225; na Internet ouve-se ela 
      referindo-se a ele como &quot;o bobo da corte&quot;.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      ------
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      H&#225; uma invers&#227;o total de valores. Os pais mandam os filhos para a escola 
      achando que a escola tem obriga&#231;&#227;o de educ&#225;-los e ensin&#225;-los valores 
      prim&#225;rios, como respeito, &#233;tica e moral. Quando h&#225; alguma greve de 
      professores, v&#234;-se na imprensa mam&#227;es e papais indgnados porque n&#227;o 
      sabem o que fazer com seus filhotes que ficam em casa enxendo o saco. 
      Amigos, o filho &#233; de voc&#234;s. Voc&#234;s o criaram assim, se virem!
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      ------
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Eu fiz algumas besteiras durante minha inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia. Uma 
      grande parte delas foi por influ&#234;ncia de terceiros. Aquele neg&#243;cio que 
      um n&#250;mero enorme de adolescentes t&#234;m de &quot;serem aceitos pelo grupo&quot;. Mas 
      uma outra parte foi id&#233;ia minha mesmo e tinha plena consci&#234;ncia de que o 
      que estava fazendo poderia haver puni&#231;&#245;es. Cresci e aprendi quando as 
      tive, faz parte da vida.
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      ------
    </p>
    <p style="margin-top: 0">
      Embora exista uma quantidade de professores que escolheram essa 
      profiss&#227;o para terem algum poder na vida, profanarem sua arrog&#226;ncia e 
      saciarem seus egos destru&#237;dos, a <u>grande</u> maioria &#233; de pessoas 
      de bem que ganha pouco e tenta fazer um trabalho adequado com os 
      recursos que t&#234;m, aturando o filho mal-criado dos outros. Mas, como j&#225; 
      ouvi v&#225;rias professoras falaram, o problema n&#227;o s&#227;o as crian&#231;as: as 
      crian&#231;as s&#227;o &quot;bobas&quot;, fazem besteira, mas de uma forma geral acabam 
      respeitando os professores. O problema s&#227;o os pais e sua invers&#227;o de 
      valores.
    </p>
  ]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Comentários Maldosos</category>
<category>Hey Teatcher!</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/jsp/verComentarios.jsp?post=99</comments>
<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 11:29:57 -0400</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/jsp/index.jsp?postId=99]]></guid>
</item>
</channel>
</rss>
