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<title><![CDATA[Abacate Doce]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net</link>
<description><![CDATA[Insanidade, nerdice e filosofia de boteco. Com uma pitada de açúcar e limão.]]></description>
<language>pt-br     </language>
<lastBuildDate>Thu, 17 Nov 2011 16:59:16 GMT</lastBuildDate>
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<managingEditor>daniel@abacatedoce.net</managingEditor>
<webMaster>daniel@abacatedoce.net</webMaster>
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<title><![CDATA[Como detectar um "técnico de computador" incompetente]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=352</link>
<description><![CDATA[Existem quest&#245;es em todas as &#225;reas da ci&#234;ncia que s&#227;o perfeitamente normais um leigo desconhecer a resposta. Por exemplo, algu&#233;m que n&#227;o &#233; programador n&#227;o saber diferenciar um &quot;banco de dados&quot; de um SGBD &#233; perfeitamente normal. Algu&#233;m n&#227;o saber o que &#233; um transponder, idem, desde que essa pessoa n&#227;o seja piloto de avi&#227;o. O problema &#233; quando um profissional de uma determinada &#225;rea peca pela falta de conhecimento perante um leigo que n&#227;o tem como saber que est&#225; sendo enganado. Afinal, como saber se o m&#233;dico que est&#225; nos atendendo sabe o que est&#225; fazendo? E o mec&#226;nico? E o dentista, encanador, advogado, motorista? Na nossa &#225;rea de atua&#231;&#227;o, sabemos reconhecer os bons dos ruins, mas e na &#225;rea em que n&#227;o conhecemos?<br />
<br />
Eu n&#227;o sou &quot;t&#233;cnico de computador&quot;, por isso n&#227;o h&#225; nenhum problema relacionado &#224; &#233;tica, uma vez que n&#227;o estou comentando sobre concorrentes e sim apenas demonstrando situa&#231;&#245;es e conceitos que conhe&#231;o, mas que um leigo e falsos profissionais desconhecem.<br />
<br />
A ideia do texto &#233; ser tamb&#233;m did&#225;tico, pois muitas informa&#231;&#245;es aqui contidas far&#227;o voc&#234;s poder facilmente deixar um pseudo-t&#233;cnico sem gra&#231;a.&nbsp; Outros itens s&#227;o observa&#231;&#245;es que um profissional da &#225;rea jamais poderia fazer. Lembre-se que isso &#233; muito importante porque ao contr&#225;rio de m&#233;dicos, advogados e engenheiros, que precisam de curso superior e uma certifica&#231;&#227;o para exercerem suas profiss&#245;es, qualquer pessoa pode se autodenominar &quot;t&#233;cnico de computad&#244;&quot; que n&#227;o estar&#225; cometendo crime algum, sem precisar ter qualquer tipo de certifica&#231;&#227;o, conhecimento ou curso superior.<br />
<br />
Veja abaixo a lista de 7 itens que podem servir como ind&#237;cio para saber que seu computador est&#225; em m&#225;s m&#227;os.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">1. Avaliar processadores pela frequ&#234;ncia do clock</span><br />
<br />
Faz alguns anos que frequ&#234;ncia de clock (quantos Ghz um processador tem) n&#227;o tem nenhuma ou quase nenhuma rela&#231;&#227;o com o desempenho do processador. Somente faz sentido comparar clock entre processadores id&#234;nticos (mesmo processador, mesmo n&#250;cleo e mesma quantidade da cache). Entre processadores diferentes, &#233; como comparar um Chevette 79 1.6 com um Honda City 1.5 e dizer que o chevet&#227;o &#233; &quot;melhor&quot; porque &quot;1.6 &#233; maior que 1.5&quot;. <br />
<br />
Mais do que isso: embora muitos processadores modernos j&#225; tenham pequenas diferen&#231;as de clock entre vers&#245;es do n&#250;cleo (3.30 Ghz contra 3.33 Ghz, por exemplo), &#233; muito f&#225;cil ser enganado quando usarem essa falsa medida. Geralmente quem realmente entende n&#227;o se preocupa com clock e ignora tal informa&#231;&#227;o pouco relevante hoje em dia, mesmo porque faz alguns anos que se chegou a um limite f&#237;sico de frequ&#234;ncia e n&#227;o se consegue passar disso.<br />
<br />
Se algu&#233;m falar &quot;i7 2 Ghz&quot; ligue o alerta: quem conhece mesmo vai se referir &#224; vers&#227;o do n&#250;cleo do processador, n&#227;o &#224; frequ&#234;ncia. Se o sujeito insistir na asneira do clock, diga pra ele que tenho um Pentium 4 com estonteantes 3 Ghz e que troco &quot;de mano&quot; por qualquer i7 que ele tiver com &quot;menos ghz&quot;.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">2. Chamar processadores modernos da Intel de &quot;Pentium&quot;</span><br />
<br />
Pentium foi uma marca usada durante muitos anos pela Intel, com processadores &#243;timos e outros vergonhosos (sim, n&#227;o &#233; porque &#233; &quot;Pentium&quot; que &#233; bom, tem algumas vers&#245;es lament&#225;veis). Quem chama Core2Duo, CoreDuo, i3, i5, i7, etc., de &quot;pentium&quot;, realmente n&#227;o sabe o que est&#225; acontecendo nessa &#225;rea. Tenha medo de m&#250;mias que n&#227;o se atualizam e n&#227;o usam os termos corretos. Um leigo n&#227;o precisa conhec&#234;-los, mas um profissional deve.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">3. Pergunte se &#233; poss&#237;vel remover o v&#237;rus de um computador sem precisar &quot;formatar&quot; ele.</span><br />
<br />
Desconsiderando o jarg&#227;o &quot;formatar computador&quot; que j&#225; &#233; um termo incorreto (o que &#233; formatado s&#227;o discos, n&#227;o computador), tecnicamente, sempre &#233; poss&#237;vel, s&#243; &#233; preciso avaliar se o trabalho para remov&#234;-lo compensa ou se realmente &#233; apenas um &#250;nico v&#237;rus. A resposta correta &#233; &quot;depende&quot;. Se a pessoa responder &quot;n&#227;o&quot;, &#233; um ind&#237;cio de que ela aprendeu a &quot;formatar o computador&quot; e usa isso como solu&#231;&#227;o pra tudo, ou seja, aprendeu a usar o martelo e sai martelando tudo que v&#234; pela frente. Seria com um m&#233;dico que recomenda amputa&#231;&#227;o da m&#227;o para um dedo machucado.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">4. Pensa que muitos arquivos no disco influenciam no desempenho.</span><br />
<br />
Isso &#233; um mito comum at&#233; entre os mais &quot;entendidos&quot; da &#225;rea e infelizmente, tornou-se senso comum. O fato &#233; que em <span style="color: #ff0000;">um HD em condi&#231;&#245;es normais n&#227;o sofre interfer&#234;ncia no desempenho por ter pouco espa&#231;o em disco</span>. Observe que uma coisa &#233; ter 200 GB em arquivos &quot;parados&quot;, outra &#233; ter 200 GB em programas executando ao mesmo tempo.<br />
<br />
Esse processo de limpar arquivos in&#250;teis do disco, serve apenas para liberar espa&#231;o em disco e eliminar arquivos que n&#227;o s&#227;o mais necess&#225;rios! O que pode interferir no desempenho &#233; a fragmenta&#231;&#227;o dos dados ou a aus&#234;ncia de espa&#231;o livre m&#237;nimo para o sistema operacional criar o arquivo de troca (e o Windows avisar&#225; nessa situa&#231;&#227;o), mas em geral, &quot;HD lotado&quot; n&#227;o deixa micro lento e muito menos inst&#225;vel.<br />
<br />
OBS.: algumas situa&#231;&#245;es cr&#237;ticas podem deixar o desempenho mais lento, como por exemplo visualizar uma pasta com 500 mil fotos e a visualiza&#231;&#227;o de miniaturas habilitada, mas lembre-se que o que est&#225; sendo lento &#233; o processo de acessar uma quantidade enorme de dados.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">5. Conte que um amigo seu disse que um v&#237;rus queimou a placa-m&#227;e dele. Pergunte se isso &#233; poss&#237;vel.</span><br />
<br />
A resposta certa &#233; um enf&#225;tico N&#195;O, isso N&#195;O &#233; poss&#237;vel. Existiam alguns uns v&#237;rus antigamente que zeravam a CMOS (a grosso modo: uma mem&#243;ria que armazena configura&#231;&#245;es da placa-m&#227;e quando o computador est&#225; desligado) e apagavam o BIOS, mas s&#227;o processos revers&#237;veis. Software N&#195;O queima hardware, a n&#227;o ser que o hardware possua uma falha ou recurso de autodestrui&#231;&#227;o que o software possa acess&#225;-lo. Nesse caso, na pr&#225;tica, seria o pr&#243;prio hardware que estaria &quot;se queimando&quot;. Por exemplo, existe uma modifica&#231;&#227;o para o GTA IV que em uma placa de v&#237;deo com refrigera&#231;&#227;o pouco eficiente, pode fritar o processador dela. Nesse caso, &#233; falha de hardware.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">6. Pergunte porque o Windows mostra seu HD de 320 GB como tendo apenas 298 GB. Pe&#231;a onde foram parar esses 22 GB &quot;desaparecidos&quot;. O mesmo vale para pendrives.</span><br />
<br />
Essa n&#227;o &#233; t&#227;o importante, mas &#233; interessante e serve como curiosidade. Em resumo, a resposta certa &#233; bem simples: os fabricantes adotam as medidas de KB (Kilobytes), MB (Megabytes) e GB (Gigabytes) de uma forma diferente do sistema operacional. Caso interesse saber, veja a explica&#231;&#227;o abaixo.<br />
<br />
Os fabricantes adotam:<br />
<span style="font-style: italic;">1.000 bytes = 1 KB<br />
1.000 KB = 1 MB<br />
1.000 MB = 1 GB</span><br />
<br />
Acontece que na pr&#225;tica, o correto seria:<br />
<span style="font-style: italic;">1.024 bytes = 1 KB<br />
1.024 KB = 1 MB<br />
1.024 MB = 1 GB</span><br />
<br />
Fazendo matem&#225;tica simples:<br />
Os 320 GB que o fabricante diz ter, na verdade s&#227;o aproximadamente 320.000.000.000 bytes. O valor &#233; aproximado, na pr&#225;tica &#233; um pouco menos ou mais, pois varia muito entre os modelos de HD e os fabricantes. Quando convertemos isso usando a medida correta (1.024), obtemos aproximadamente os seus 298 GB.<br />
<br />
Veja:<br />
<span style="font-style: italic;">320.000.000.000 bytes / 1.024 = 312.500.000<br />
312.500.000 KB / 1.024 ~= 305.175 MB<br />
305.175 MB / 1.024 ~= 298 GB</span><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;">7. Utilizam softwares para &quot;melhorar o desempenho&quot;</span><br />
<br />
Considerando os sistemas operacionais de 2001 pra c&#225;, como Windows XP, Windows 7, Vista, 2008 e outros, em um computador configurado corretamente usando os pr&#243;prios recursos oferecidos por ele, pode-se afirmar que com exce&#231;&#227;o de desfragmentador de disco, TODOS esses softwares milagrosos que &quot;melhoram o desempenho do computador&quot; s&#227;o simples placebos, para n&#227;o dizer lixo completo. N&#227;o existe nenhum teste confi&#225;vel ou motivo t&#233;cnico vi&#225;vel que mostre algum&nbsp; ganho significativo em programas &quot;otimizadores&quot;, tais como TuneUp Utilities, os rid&#237;culos otimizadores de mem&#243;ria (como o Ram Booster) e os &quot;limpadores de registro do Windows&quot;.<br />
<br />
Observe que isso &#233; diferente de vers&#245;es otimizadas de programas j&#225; conhecidos, onde &#233; mudado o algoritmo dele ou a forma como ele &#233; compilado, permitindo utilizar instru&#231;&#245;es espec&#237;ficas dispon&#237;veis em alguns processadores mais modernos. Tamb&#233;m n&#227;o h&#225; rela&#231;&#227;o nenhuma com softwares de overclock, que alteram par&#226;metros do hardware para faz&#234;-lo funcionar acima das especifica&#231;&#245;es definidas originalmente pelo fabricante.<br />
<br />
Ressalto tamb&#233;m que os desfragmentadores de disco podem oferecer ganho de desempenho somente nas opera&#231;&#245;es relacionadas a leitura e grava&#231;&#227;o do disco, n&#227;o v&#227;o fazer nenhum milagre.<br />]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Nerd</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=352</comments>
<pubDate>11/18/2011 12:59:16 AM</pubDate>
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<title><![CDATA[Tradicionalismo Xenófobo]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=351</link>
<description><![CDATA[Tradi&#231;&#227;o &#233; uma a&#231;&#227;o executada periodicamente ou em determinadas situa&#231;&#245;es, de forma respeitosa e ritual&#237;stica, por uma cultura ou civiliza&#231;&#227;o, ao longo das gera&#231;&#245;es. O Natal, a P&#225;scoa, as touradas na Espanha, a escravid&#227;o at&#233; o s&#233;culo XIX, ir &#224; igreja aos domingos e comer lentilhas no ano novo, s&#227;o tradi&#231;&#245;es, algumas evidentemente nocivas e outras n&#227;o. Tradi&#231;&#227;o n&#227;o &#233; incritic&#225;vel e imut&#225;vel por ser repetida incessantemente &#8211; vide tradi&#231;&#245;es mal&#233;volas que a evolu&#231;&#227;o moral passou a condenar. Ao longo dos tempos, algumas surgem, outras morrem e outras se transformam. &#201; um conceito puramente ideol&#243;gico. E ent&#227;o, como todas outras ideias, porque n&#227;o pode ser questionada e porque deve ser protegida a todo custo? <br />
<br />
Penso no exemplo do tradicionalismo ga&#250;cho. CTG, m&#250;sicas ga&#250;chas, vestido de prenda, roupa de pe&#227;o, Semana Farroupilha, etc.. Odeio tudo isso. Acho uma grande bobagem, mas n&#227;o me incomoda e nem &#233; meu direito tentar impedir essa manifesta&#231;&#227;o. N&#227;o cabe a mim o poder de impedir sua propaga&#231;&#227;o. Quero deixar claro que a quest&#227;o n&#227;o &#233; as pessoas exercerem as atividades que desejarem sem causar preju&#237;zos a terceiros, e sim acreditarem piamente que tais dogmas s&#227;o intoc&#225;veis e devem ser protegidos a todo custo, colocando-os acima de novidades positivas que outras culturas possam agregar.<br />
<br />
Quando manifesto esse pensamento, sou visto como traidor da &#8220;p&#225;tria&#8221; pelos meus conterr&#226;neos, como se o fato de eu ter nascido aqui me moldasse naturalmente a determinados gostos. Do ponto de vista de um estrangeiro, devo gostar de samba, carnaval e futebol. Do ponto de vista de um brasileiro, devo gostar de bombacha, chimarr&#227;o e m&#250;sica gald&#233;ria. Do ponto de vista de meus vizinhos, devo conhecer o dialeto italiano e chamar minha av&#243; de &#8220;nona&#8221;. N&#227;o entendo. Re&#250;nam-se todos e fa&#231;am um semin&#225;rio para debater o estere&#243;tipo em que sup&#245;em que eu devo me enquadrar.<br />
<br />
Digo-lhes que apesar do orgulho da nossa cultura local, o fluxo natural do mundo faz com que ela tenda a se misturar com outras. O melhor e o pior, o bom e o ruim. Uma prote&#231;&#227;o artificial a rituais que tendem a desaparecer n&#227;o impedir&#225; o romper da barragem. A reciclagem, a agrega&#231;&#227;o, a evolu&#231;&#227;o de uma cultura, n&#227;o deve ser impedida. <br />
<br />
De m&#227;os dadas ao protecionismo egoc&#234;ntrico, invariavelmente, temos ainda a xenofobia. Xenofobia, nos tempos de hoje, &#233; um atestado de imbecilidade. V&#234;-se muito disso manifestado tamb&#233;m na Internet, o que torna a pr&#225;tica xen&#243;foba mais hip&#243;crita do que o normal. O sujeito usa um computador com tecnologia brit&#226;nica, americana, alem&#227;, holandesa e japonesa, todo montado na China, Taiwan, Singapura e Hong-kong, usando algarismos num&#233;ricos indo-ar&#225;bico,&nbsp; para profanar seu discurso antiamericano, anti-argentino, anti-paulista, anti-ga&#250;cho, anti-alguma-coisa. Sente dor de cabe&#231;a, toma um analg&#233;sico alem&#227;o, sente frio, liga um aquecedor uruguaio, sente fome, come uma ma&#231;&#227; argentina. Tudo em frente ao seu televisor coreano exibindo um filme americano. <br />
<br />
Pior do que a xenofobia, est&#225; o bairrismo exagerado e a xenofobia entre irm&#227;os brasileiros. Aqui no Rio Grande do Sul, existe uma cerveja chamada Polar. Muitos a tomam porque a preferem, mas a maioria opta por ela porque &#233; a &#8220;cerveja daqui&#8221;. Ser&#225; que sabem que apesar da Polar ter sido fundada em 1929, no munic&#237;pio de Estrela - RS, desde os anos 1970 ela &#233; uma marca da Companhia Antarctica <span style="font-weight: bold;">Paulista</span> e hoje da Ambev? Daqui mesmo, s&#243; &#225;gua mineral ou o &#243;timo guaran&#225; Fruki. <br />
<br />
Luta-se para impedir a substitui&#231;&#227;o do arcaico pelo novo oriundo de fora, mas n&#227;o se pensa em proteger o povo da pr&#243;pria aberra&#231;&#227;o produzida aqui, tais como rodeios, putaria carnavalesca e funk carioca. Em nosso clich&#234; mundo globalizado, devemos aproveitar a oportunidade hist&#243;rica de extrair o melhor que cada povo nos oferece, de uma bela m&#250;sica brit&#226;nica a uma deliciosa pizza italiana regada a Coca-Cola, de um carro coreano a um doce uruguaio. N&#227;o importa a tribo que fez, nem de que lado do rio foi vendido. Apreciar o bom, o agrad&#225;vel, o bem feito, sem se importar se foi Smith, Schimtz, ou Silva quem o fez, &#233; uma nova possibilidade do nosso mundo. N&#227;o vamos desperdi&#231;ar isso por causa de um orgulho tradicionalista bobo.<br />]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Divagações</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=351</comments>
<pubDate>11/10/2011 11:02:17 PM</pubDate>
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<title><![CDATA[Escravo da Criação]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=350</link>
<description><![CDATA[Objetos s&#227;o ferramentas criadas pela humanidade e natureza para facilitar nossa vida nesse planeta ou para suprir alguma necessidade que n&#227;o sab&#237;amos que existia. Eles s&#227;o derivados dos cr&#233;ditos, aqueles pontos com forma retangular, n&#250;meros e desenhos bonitos que recebemos no fim do m&#234;s para trocarmos por coisas &#250;teis, sejam servi&#231;os de outras pessoas, comida, &#225;gua, aluguel ou principalmente, outros objetos. Nossa vida &#233; baseada, fundamentalmente, nas rela&#231;&#245;es interpessoais, rela&#231;&#245;es intrapessoais e rela&#231;&#245;es com objetos.<br />
<br />
Objetos s&#227;o nossos. S&#227;o escravos, criados para nos servir. S&#227;o coisas. Eu quero que meu carro me leve de casa at&#233; o supermercado e para isso, preciso interagir com essa &#8220;coisa&#8221; para que ela &#8220;saiba&#8221; o que desejo, por que caminho seguir, onde parar, etc., obedecendo a um conjunto de normas e leis que n&#243;s criamos para convivermos em harmonia um com os outros (rela&#231;&#245;es interpessoais). O computador &#233; outra das v&#225;rias m&#225;quinas de problemas que faz coisas para mim. Permite-me armazenar fotos, textos, ouvir m&#250;sica, acessar informa&#231;&#245;es, assistir v&#237;deos, jogar e trabalhar. Por defini&#231;&#227;o, o computador, o autom&#243;vel, a escova de dente, a x&#237;cara, a cal&#231;a, o paralelep&#237;pedo e todos esses seres inanimados que inventamos, s&#227;o totalmente in&#250;teis se n&#243;s n&#227;o os escravizarmos. A quest&#227;o &#233; porque acabamos deixando esses seres inanimados, nossas cria&#231;&#245;es feitas para subirmos at&#233; o oitavo andar sem gastar a sola de nossos t&#234;nis de R$ 250,00, serem nossos donos e fazerem n&#243;s no sentirmos dependente deles.<br />
<br />
Lembro-me de <a href="http://abacatedoce.net/Post.aspx?id=318" target="_blank">outro texto</a> onde comento sobre a m&#225;quina de fazer problemas que somos, sempre criando novas solu&#231;&#245;es para novos problemas, que criam novos problemas, que demandam novas solu&#231;&#245;es, que criam novos problemas, e assim por diante, at&#233; que temos as op&#231;&#245;es de ficarmos insatisfeitos eternamente por n&#227;o resolvermos tudo ou relaxarmos e irmos pra casa jogar FIFA 12 e tomar Coca-Cola. N&#227;o &#233; certo.<br />
<br />
Eu gosto de coisas. Eu coleciono CDs, gosto muito disso. Gosto de computador e gosto de dirigir meu carro, gosto das minhas camisetas de banda, gosto do meu t&#234;nis velho. N&#227;o me entendam mal, eu mantenho apre&#231;o por bens materiais. Meu ponto &#233; qu&#227;o importante isso &#233; em nossas vidas. O problema &#233; chegar ao meio termo entre depender das coisas e n&#227;o ligar para elas, torn&#225;-las reflexo de n&#243;s, n&#227;o aquilo que nos define. Conseguiria eu ter uma boa noite de lazer sem FIFA para jogar? Se meu carro estragasse, saberia ir ao supermercado comprar Coca-Cola sem ele e conseguiria sobreviver a isso sem a dramaticidade de estar sem um objeto que at&#233; poucos anos atr&#225;s eu n&#227;o tinha? Consigo cuidar dos meus objetos sem ficar obcecado para mant&#234;-los na mais extrema perfei&#231;&#227;o e sem fazer o m&#237;nimo para eles manterem-se em bom estado?<br />
<br />
Se eliminarmos as futilidades materiais completamente de nossas vidas, o que nos sobrar&#225; ser&#225; o intrapessoal (n&#243;s com n&#243;s mesmos) e o interpessoal (n&#243;s uns com os outros). E &#233; a&#237; que o bicho pega. Pessoas amam, cuidam, protegem, agradam, mas tamb&#233;m decepcionam, magoam, ofendem. Talvez por isso n&#243;s tenhamos essa tend&#234;ncia a se apegar tanto aos objetos e pessoas materialistas serem t&#227;o f&#250;teis: n&#227;o conseguem se relacionar com si mesmas e por isso buscam objetos para substituir o seu pr&#243;prio &#8220;eu&#8221;. Se n&#227;o est&#225; bom, basta trocar. Se algu&#233;m criticar, ser&#225; cr&#237;tica ao objeto, n&#227;o &#224;s pessoas. Se tirar o material, precisar&#227;o lidar com a sua sombria personalidade, com seus mais profundos medos.<br />
<br />
Creio que, no fundo, todos n&#243;s tenhamos um pouco desses medos. N&#227;o tem nada de mal gostar de nossos bens, n&#227;o tem nada de mal gostar das coisas e ter esses medos. S&#243; n&#227;o podemos deixar de falar com n&#243;s mesmos porque a bateria do celular acabou.<br />]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Pessoas Comuns</category>
<category>Rel. Sociais</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=350</comments>
<pubDate>11/3/2011 11:13:40 PM</pubDate>
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<item>
<title><![CDATA[Carros servem apenas para te levar de um lugar a outro]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=349</link>
<description><![CDATA[N&#227;o &#233; de minha autoria, mas &#233; um texto curto e bastante interessante.<span style="font-style: italic;"><br />
<br />
&quot;</span><span class="interna-txt" style="font-style: italic;">Um olhar sobre o motorista agressivo retratado em Psicologia e marketing mostra que &quot;ele&quot; (mais do que &quot;ela&quot;) tende a ver o ve&#237;culo como uma extens&#227;o de si. &quot;Enxergar os carros como uma extens&#227;o de si mesmo pode levar as pessoas a interpretar qualquer amea&#231;a a seus carros como uma amea&#231;a direta a si mesmas&quot;, explicam os autores os autores.<br />
<br />
Os estudos n&#227;o abordam a quest&#227;o &#243;bvia sobre quais partes dessas pessoas foram &quot;estendidas&quot; aos carros. E talvez tudo isso pare&#231;a bastante &#243;bvio para indiv&#237;duos cujos bens muitas vezes s&#227;o at&#233; batizados por eles com nomes bastante singelos.&quot;</span><span class="interna-txt"><br />
<br />
Leia o texto completo na <a href="http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/paixao_inconsequente.html" target="_blank">Scientific American Brasil, clicando aqui</a>.<br />
</span>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Links</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=349</comments>
<pubDate>11/1/2011 4:43:22 PM</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=349]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Deixe-me Respirar]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=348</link>
<description><![CDATA[<p><span style="font-style: italic;">(Falta de espa&#231;os no texto corrigida)</span></p>
<p>A Internet foi uma das maiores revolu&#231;&#245;es culturais da civiliza&#231;&#227;o. De um passado onde somente a elite sabia ler e tinha acesso aos livros, hoje qualquer jaguara conectado &#224; internet pode acessar praticamente qualquer conhecimento conquistado pela humanidade. A informa&#231;&#227;o que se escolhe acessar, no entanto, ainda depende muito da seletividade e senso da pessoa, ou seja, h&#225; acesso a tudo e de toda qualidade.<o:p /></p><p">A dificuldade n&#227;o &#233; s&#243; achar material de qualidade em um universo onde qualquer um produz conte&#250;do, &#233; tamb&#233;m selecionar o que se recebe, desde diferenciar o bom do mau material at&#233; filtrar o que se precisa ou n&#227;o saber. A tempestade de informa&#231;&#245;es est&#225; desumanizando as pessoas, est&#225; afastando-as do lado bonito da constru&#231;&#227;o do saber, da descoberta, da vida em si. Voc&#234; acaba se sentindo sufocado por um excesso de conte&#250;do e pela obriga&#231;&#227;o de saber tudo, al&#233;m da necessidade fabricada de entender sobre assuntos que voc&#234; nem gostaria de saber.<o:p>
<p></p>
<p>A sociedade quer que n&#243;s nos tornemos uma esp&#233;cie de deuses do conhecimento: oniscientes e atemporais, sabendo de tudo desde sempre e para sempre. N&#227;o h&#225; tempo para aprender. N&#227;o h&#225; tempo para descobrir, assimilar e, &#224;s vezes, nem mesmo tempo para criticar.<o:p /></p>
<p>Gosto de comprar CDs. N&#227;o s&#243; aqueles que eu j&#225; conhe&#231;o, mas tamb&#233;m &#8211; e principalmente &#8211; &#225;lbuns desconhecidos e lan&#231;amentos de bandas que gosto. Quando sei que uma banda vai lan&#231;ar um disco novo, gosto de esperar a data do lan&#231;amento para ent&#227;o poder adquirir o disco f&#237;sico e curtir a sensa&#231;&#227;o de abrir a caixinha, ver o encarte, ler as letras e escutar a obra pela primeira vez. Melhor ainda, &#233; n&#227;o saber nada sobre aquele &#225;lbum e manter o mist&#233;rio: o que ser&#225; que fizeram dessa vez? Do que se tratam as m&#250;sicas? Como ser&#225; a banda agora que o Mike Portnoy saiu? Mas com tanta chuva de informa&#231;&#245;es, praticamente j&#225; se conhece todo o trabalho sem ele se quer ter sido lan&#231;ado. Cr&#237;ticas de especialistas, coment&#225;rios de f&#227;s, vazamento do disco na Internet... preciso fechar os canais de comunica&#231;&#227;o para que n&#227;o tirem de mim o prazer humano da descoberta.<o:p /></p>
<p>Isso ocorre tamb&#233;m no mundo dos jogos. Antigamente, meus amigos e eu gast&#225;vamos tardes inteiras pra tentar descobrir como fazer o pil&#227;o do Zangief ou o hadouken de fogo no Super Street Fighter II. Uma revista explicando alguns golpes era ouro. Hoje isso acabou. A enxurrada de informa&#231;&#245;es nos diz at&#233; quais ser&#227;o os personagens novos da pr&#243;xima vers&#227;o do jogo, quais ser&#227;o seus poderes, como ser&#227;o visualmente e suas hist&#243;rias. Se bobear, at&#233; v&#237;deo disso j&#225; tem.<o:p /></p>
<p>&#193;lbuns de figurinhas de jogadores de futebol, revistas de ci&#234;ncia com as &#250;ltimas novidades de dois meses atr&#225;s e at&#233; o gostoso jornal de papel, tudo est&#225; sendo sufocado pela necessidade da tal era da informa&#231;&#227;o, ao for&#231;ar as pessoas a saberem tudo segundos depois do fato. Estou de saco cheio disso. Estou apagando as luzes. Quero respirar, quero saborear cada novidade, cada p&#225;gina da revista e ler at&#233; as mat&#233;rias pouco interessantes quando n&#227;o tiver nada para fazer. Quero ler os encartes, imaginar o significado das letras, sujar os dedos de papel, ser o &#250;ltimo a saber do novo Windows. Quero sentar &#224; janela e procurar desenhos nas nuvens, quero olhar para uma estrela e n&#227;o saber seu nome nem pensar em procurar no Google sobre ela. Quero sentir dor de barriga e achar que &#233; somente uma indigest&#227;o, n&#227;o uma das 847 novas doen&#231;as que causam dor de barriga. Quero me sentar em frente ao piano e demorar semanas at&#233; achar as notas certas. Viver e ser humano, ser mais anal&#243;gico e menos digital, mais off-line e menos on-line, para quando chegar no fim do dia, cansado e com sono, n&#227;o me lamentar por ter pedido a beleza de uma chuva de ver&#227;o.</p>
<p><span style="font-style: italic;">Leia tamb&#233;m: </span><a href="http://abacatedoce.net/Post.aspx?id=318" target="_blank"><span style="font-style: italic;">Vida Simples (Voc&#234; &#233; um Idiota)</span></a></p></o:p></p">]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Introspecção</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=348</comments>
<pubDate>10/27/2011 4:23:03 PM</pubDate>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Oasis é muito melhor que Beatles]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=347</link>
<description><![CDATA[<p class="MsoNormal">Certa vez li uma cr&#244;nica do grande David Coimbra justificando o r&#243;tulo de &quot;chato&quot; que os cr&#237;ticos recebem, por serem consideradas pessoas eternamente insatisfeitas, implicantes e que reclamam muito. Dizia que o papel de um cr&#237;tico &#233; justamente esse: criticar, procurar defeitos e dar opini&#245;es diferentes do senso comum, que n&#227;o h&#225; sentido em fazer uma cr&#237;tica que soe natural aos leitores.<o:p /></p>
<p class="MsoNormal">A partir desse princ&#237;pio, levanto-me para proferir o que poucas pessoas t&#234;m coragem de se quer pensar ou admitir: Oasis &#233; muito melhorque Beatles. <span style="font-weight: bold; ">Muito </span>melhor. N&#227;o discuto o impacto que Beatles teve na m&#250;sica, pois absolutamente todas as bandas que gosto citam Beatles como refer&#234;ncia e inspira&#231;&#227;o &#8211; incluindo o pr&#243;prio Oasis que tem v&#225;rias refer&#234;ncias &#224; banda de John, Paul, George e Ringo.&nbsp;Poucos artistas foram t&#227;o importantes para o rock e suas vertentes quanto eles, por&#233;m isso n&#227;o implica que o que veio posteriormente n&#227;o possa ter sido melhor nem de que os pioneiros foram ruins em sua &#233;poca.<o:p /></p>
<p class="MsoNormal">Mas ent&#227;o, porque afirmo que Oasis &#233; melhor que Beatles? Em rela&#231;&#227;o &#224;s letras, ambos possuem composi&#231;&#245;es boas e ruins, que seguem uma velha f&#243;rmula m&#225;gica de falar de amor e outras que te fazem pensar. No entanto, n&#227;o vejo nenhuma letra de Beatles t&#227;o profunda e trabalhada quanto <span style="font-style: italic; ">&quot;Live Forever&quot;</span>, <span style="font-style: italic; ">&quot;Champagne Supernova&quot;</span>&nbsp;ou at&#233; mesmo a melosa <span style="font-style: italic; ">&quot;Slide Away&#8221;</span>. Podemos colocar &quot;<span style="font-style: italic; ">Yesterday</span>&#8221; &#8211; um das melhores m&#250;sicas da hist&#243;ria &#8211; frente a frente com qualquer uma das tr&#234;s que, em se tratando de profundidade e qualidade da letra, n&#227;o ficar&#227;o devendo em nada.<o:p /></p>
<p class="MsoNormal">Mas Oasis, em especial Noel Gallagher, tamb&#233;m varia por outros temas com a mesma habilidade que usa nas m&#250;sicas cl&#225;ssicas sobre amor. A empolgante &quot;<span style="font-style: italic; ">Rock n&#8217; Roll Star&quot;</span>&nbsp;e <span style="font-style: italic; ">&quot;Don&#8217;t Look Back In Anger&quot;</span> servem como contraexemplo &#224;s simpl&#237;ssimas <span style="font-style: italic; ">&quot;Day Tripper</span>&quot; e <span style="font-style: italic; ">&quot;Let It Be&quot;</span>, al&#233;m da repetitiva e enjoativa <span style="font-style: italic; ">&quot;Love Me Do&quot;</span>, que &#224;s vezes me faz lembrar que s&#225;bado vem depois de sexta e que <i>today is Friday</i>.<o:p /></p>
<p class="MsoNormal">Considerando tamb&#233;m como todos os instrumentos interagem entre si e a condu&#231;&#227;o da m&#250;sica, Beatles tem toda a singularidade de <span style="font-style: italic; ">&quot;Lucy In The Sky With Diamonds&quot;</span>&nbsp;e o hino &quot;<span style="font-style: italic; ">Come Together</span>&quot;, al&#233;m da emocionante &quot;<span style="font-style: italic; ">Hey Jude&quot;</span>. Para contrapor a essas, podemos jogar nossa carta mais alta com <span style="font-style: italic; ">&quot;Wonderwall&quot;</span>, <span style="font-style: italic; ">&quot;Don&#8217;t Look Back In Anger&quot;</span> e <span style="font-style: italic; ">&quot;Cast No Shadow&quot;</span>, ambas do &#225;lbum <span style="font-style: italic; ">&quot;What&#8217;s The Story (Morning Glory)&quot;</span>, uma obra prima que, mais uma vez, n&#227;o deve nada para nenhum dos mais aclamados &#225;lbum dos Beatles. <o:p /></p>
<p class="MsoNormal">Outro fator important&#237;ssimo pr&#243;-Oasis, &#233; a diversidade. Beatles seguiu certa linha consagrada de <i>radio friendly songs about love</i>, que se manteve ao longo de todos os &#225;lbuns, com algumas varia&#231;&#245;es para psicodelia e musicas &quot;faceiras&quot;, beirando a infantilidade, como <span style="font-style: italic; ">&quot;Yellow Submarine&quot;</span>, <span style="font-style: italic; ">&quot;All Together Now&quot;&nbsp;</span>e at&#233; <span style="font-style: italic; ">&quot;Good Day Sunshine&quot;</span>, sem conseguir desenvolver muito o conceito ou ir al&#233;m de 2 ou 3 minutos de m&#250;sica, criando praticamente loops infinitos de refr&#227;os com algumas frases dispersas conectando um ao outro.<o:p /></p>
<p class="MsoNormal">Elementos como solos de guitarra ou instrumentais s&#227;o inexistentes em Beatles. Tamb&#233;m pudera: com m&#250;sicas de 2 minutos e meio voc&#234; n&#227;o consegue fazer muito mais do que um refr&#227;o grudento e repetitivo. <span style="font-style: italic; ">&quot;All Around The Word&quot;</span>, do Oasis, equivale a um &#225;lbum completo dos Beatles. N&#227;o me refiro ao tempo da m&#250;sica (pois posso ficar 30 minutos tocando do-r&#233;-mi-f&#225;), mas a todos os elementos que voc&#234; ouve, passando pelo refr&#227;o, parte instrumental, solos, altera&#231;&#227;o de &quot;humor&quot; e ambiente ao longo de uma &#250;nica faixa.<o:p /></p>
<p class="MsoNormal">Ainda n&#227;o acreditam que Beatles &#233; um c&#243;pia eterna de si mesmo? Vamos analisar o tracklist de um de seus melhores &#225;lbuns, o <span style="font-style: italic; ">&quot;Help!&quot;</span>:<o:p /></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-style: italic; ">1. &quot;Help!&quot;<br />
2. &quot;The Night Before&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style="font-style: italic; ">3. &quot;You've Got to Hide Your Love Away&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style="font-style: italic; ">4. &quot;I Need You&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style=" font-style: italic; ">5. &quot;Another Girl&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style=" font-style: italic; ">6. &quot;You're Going to Lose That Girl&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style="font-style: italic; ">7. &quot;Ticket to Ride&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style="font-style: italic;">8.&quot;Act Naturally&quot;</span><span lang="EN-US"><br />
</span><span style=" font-style: italic; ">9. &quot;It's Only Love&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style=" font-style: italic; ">10. &quot;You Like Me Too Much&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style=" font-style: italic; ">11.&quot;Tell Me What You See&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style=" font-style: italic; ">12. &quot;I've Just Seen a Face&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style=" font-style: italic; ">13. &quot;Yesterday&quot;&nbsp;</span><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span><br />
<span style="font-style: italic; ">14. &quot;Dizzy Miss Lizzy&quot;&nbsp;</span><o:p><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #ff0000; font-weight: bold; ">*</span>&nbsp;M&#250;sica sobre amor/dor de corno/voc&#234; me deixou. Total: <span style="font-weight: bold; ">12</span> hits.</p>
<p class="MsoNormal">Bem, talvez &quot;<span style="font-style: italic; ">Help!</span>&quot; n&#227;o seja uma cole&#231;&#227;o de clich&#234;s, seja um &#225;lbum conceitual sobre rela&#231;&#245;es amorosas, assim como &quot;<span style="font-style: italic; ">Remedy Lane</span>&quot;, da banda de metal progressivo Pain of Salvation.<o:p /></p>
<p class="MsoNormal">Na quest&#227;o da personalidade, que frequentemente usam como argumento anti-Oasis, digo que a briga entre os irm&#227;os Noel e Liam torna a banda mais interessante ainda. Guardada as devidas propor&#231;&#245;es, lembra a guerra de egos entre David Lee Roth e Eddie Van Halen, na primeira forma&#231;&#227;o do Van Halen, al&#233;m de propiciar cenas pitorescas como Liam dizendo que estava &quot;doente&quot; antes de entrar no palco do Ac&#250;stico MTV e, durante o show improvisado pelo irm&#227;o, ser flagrado nos camarotes bebendo cerveja e curtindo a apresenta&#231;&#227;o. Declara&#231;&#245;es pol&#234;micas e a arrog&#226;ncia s&#227;o um tempero extra, enquanto o tempero a mais de Beatles foi a Yoko Ono enchendo o saco. &#201; como o Maradona: ele foi um grande jogador, n&#227;o foi maior que o Mito e Rei Pel&#233;, mas o personagem Maradona, o cheirador pol&#234;mico e gordo, &#233; muito mais interessante do que o mon&#243;tono e bo&#231;al Edson Arantes do Nascimento. <o:p /></p>
<p class="MsoNormal">Por fim, concluo com um fator que comprova que Oasis &#233; uma evolu&#231;&#227;o natural de Beatles: a qualidade das grava&#231;&#245;es. As grava&#231;&#245;es de Beatles s&#227;o bastante irritantes de se ouvir em stereo gra&#231;as &#224; brilhante id&#233;ia de colocarem o canal de voz isolado em um lado. Beatles mono &#233; simplesmente tudo jogado nos dois canais. Nunca pensei que tivesse algo errado com meus fones de ouvido ao ouvir Oasis.</p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-weight: bold; font-style: italic; ">Atualiza&#231;&#227;o 24/10/2011</span><span style="font-style: italic; ">: Engra&#231;ado, j&#225; ouvi &quot;N&quot; vezes &quot;Rush &#233; muito melhor que Dream Theater&quot; e minha resposta sempre foi: &quot;Legal, &#233; bem poss&#237;vel que seja, mas eu gosto muito mais de ouvir Dream Theater e n&#227;o gosto de Rush&quot;. Nunca me importei muito com o clamor da cr&#237;tica contra ou a favor de bandas que gosto ou desgosto. Os pr&#243;prios f&#227;s de Dream Theater tendem a odiar o LaBrie (vocalista) e eu sou f&#227; dele (apesar de reconhecer algumas performances lament&#225;veis dele), mas nunca me importei com isso ou fui xingar algu&#233;m em algum blog. Inclusive j&#225; tive algumas <a href="http://desciclopedia.ws/wiki/Dream_Theater" target="_blank">id&#233;ias pra Desciclop&#233;dia</a>, mas n&#227;o vem ao caso... O chilique dos beatleman&#237;acos &#233; compar&#225;vel ao dos religiosos quando voc&#234; critica a religi&#227;o favorita deles. Achei interessante tamb&#233;m a dificuldade absurda em interpretar textos e as ofensas pessoais que recebi via Orkut e coment&#225;rios, com uma s&#233;rie de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem" target="_blank">fal&#225;cias ad hominem</a>. Raros conseguiram criticar sem partir pra baixaria e somente UMA pessoa, entre os que discordaram, aceitou minha opini&#227;o e disse que mesmo assim preferia Beatles.</span></p>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Música</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=347</comments>
<pubDate>10/20/2011 7:43:18 PM</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=347]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vou estragar o dia de vocês]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=340</link>
<description><![CDATA[<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: left; ">Estreando o novo componente que agora permite &quot;qualquer coisa&quot; no HTML do site, estrago o dia de voc&#234;s assim como estragaram o meu. Cr&#233;ditos ao nosso amigo Galafassi, que j&#225; postou alguns textos aqui.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: center; "><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Wt_pRIQLY78" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe></p>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>TV</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=340</comments>
<pubDate>10/19/2011 11:43:49 AM</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=340]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Abacate Memorizado]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=337</link>
<description><![CDATA[Agora tem op&#231;&#227;o para ficar logado &quot;para sempre&quot; no Abacate Doce. Um motivo para os 5 ou 6 leitores que comentam se registrarem, &#233; que mantendo-se logados n&#227;o precisam digitar a porra do captcha pra mandar coment&#225;rios, al&#233;m de... hum.... &#233;, enquanto eu n&#227;o ganhar na MegaSena e distribuir dinheiro aleat&#243;rio para os visitantes, n&#227;o tem nenhuma outra vantagem.<br />
<br />
Fiz outras pequenas corre&#231;&#245;es tamb&#233;m que n&#227;o devem ser muito relevante para voc&#234;s.]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Abacate Doce</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=337</comments>
<pubDate>10/18/2011 6:01:23 PM</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=337]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Abacate Troll]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=335</link>
<description><![CDATA[Terminei uma modifica&#231;&#227;o importante no Abacate Doce, com a atualiza&#231;&#227;o de v&#225;rios componentes, corre&#231;&#227;o de bugs no c&#243;digo, mudan&#231;a na interface de gerenciamento dos posts e outras facilidades para satisfazer meu ego.<br />
<br />
Mas esse post tem como intuito avisar que a partir de agora todos os coment&#225;rios s&#243; ser&#227;o publicados ap&#243;s aprova&#231;&#227;o do ditador do site. Em alguns casos, de usu&#225;rios registrados amiguinhos meus (80% dos visitantes), os coment&#225;rios s&#227;o publicados automaticamente. Mas n&#227;o se preocupem em logar ainda, pois quero implementar a op&#231;&#227;o &quot;ficar logado forever&quot; pra n&#227;o terem q se logar aqui a cada vez e eu recebo notifica&#231;&#227;o via e-mail dos coment&#225;rios de voc&#234;s.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold; ">Sobre a trollagem...<br />
</span><br />
Alguns meses implementei um tosco detector de coment&#225;rios ofensivos, um amontoado de &quot;<span style="font-style: italic; ">ifs</span>&quot; que automaticamente apagava coment&#225;rios que batiam alguns crit&#233;rios, sem eu se quer perder tempo lendo ou tendo que clicar no bot&#227;o &quot;Excluir Coment&#225;rio&quot;. Uma pena que n&#227;o me preocupei nem em gravar log desses coment&#225;rios filtrados, para posteriormente l&#234;-los todos juntos e fazer um post especial com as p&#233;rolas de frustrados que de vez em quando procuram aleat&#243;rios na Internet para descarregarem seus anseios.<br />
<br />
Mas enfim, ap&#243;s esta atualiza&#231;&#227;o, voltarei ao ritmo normal de publica&#231;&#245;es.<br />
<br />
Um forte abra&#231;o na fam&#237;lia e um beijo no cora&#231;&#227;o de todos.<br />
<br />
OBS.: Comuniquem-me via rede social, e-mail ou Gtalk se encontrarem algum bug aqui.]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Abacate Doce</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=335</comments>
<pubDate>10/16/2011 7:40:01 PM</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=335]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Possível e "possível"]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=334</link>
<description><![CDATA[<div>Uma das coisas mais frustrantes na profissão de desenvolvedor de sistemas, é alguém perguntar se determinado recurso é possível de ser feito. Ora, teoricamente, quase qualquer funcionalidade é possível na computação. A questão não é se isso pode ser feito dentro das leis do nosso universo ou não e sim a sua viabilidade.</div><div><br /></div><div>Algumas funções exigiriam um sistema operacional novo e a reinvenção da Internet, outras são simplesmente um "<span style="text-style: italic">if</span>" no meio do código. Outras, por fim, gerariam algoritmos que demorariam, literalmente, décadas para terem sua execução concluída.</div><div><br /></div><div>Mas a banalização do "possível" não ocorre somente nessa área. Em geral, as pessoas têm enorme dificuldade para compreenderem termos como "certeza", "possível", "infinito", "abstrato", etc..&nbsp;</div><div><br /></div><div>Bom, se confundem "ciúmes" com "inveja", imaginem palavras com sentido mais profundo como as citadas, o que me faz pensar o seguinte: se elas têm tanta dificuldade de interpretar palavras comuns, como podem interpretar o mundo, a sociedade, as outras pessoas e a si mesmas?</div>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Comentários Maldosos</category>
<category>Divagações</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=334</comments>
<pubDate>9/23/2011 8:22:28 PM</pubDate>
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<title><![CDATA[Novo conceito de troll]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=333</link>
<description><![CDATA[Ter opiniões polêmicas e diferentes das suas. De certa forma me deixa orgulhoso saber que irrito determinados tipos de pessoas.]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Divagações</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
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<pubDate>8/26/2011 2:07:31 PM</pubDate>
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<title><![CDATA[Aberração da Humanidade]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=332</link>
<description><![CDATA[Não se deve subestimar a genialidade humana e nem sua burrice. Uma pesquisa do IBOPE revela que <a href="http://www.educacional.com.br/noticias/noticiaseduc.asp?id=226926" target="_blank">75% dos brasileiros são analfabetos funcionais</a>, ou seja, conseguem ler as palavras mas não interpretá-las em conjunto. E mais grave: não conseguem fazer contas simples de matemática. Normal isso tudo, basta acessar o Orkut pra comprovar.<br /><br />Entre analfabetos, analfabetos funcionais e letrados, uma série de aberrações indica que não se deve ficar surpreso com a bestialidade humana. Desde crenças infudamentadas, até comunismo, funk, Luciana Gimenez e votos no PT, a burrice generalizada aglutina-se em volta da sociedade. Mas nada, nenhuma manifestação ou idéia, pode ser mais ignorante do que o racismo.<br /><br />Racismo é simplesmente achar que o nível de melanina em sua pele determina sua qualidade como ser humano, ou seja, para um racista, os brilhantes <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_deGrasse_Tyson" target="_blank">Neil deGrasse Tyson</a> ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Hale_Williams" target="_blank">Daniel Hale Williams</a> são inferiores a bestas bípedes como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Anders_Behring_Breivik" target="_blank">Anders Behring Breivik</a> ou Luana Piovani.<br /><br />Qual a lógica disso? Qual o sentido? É um reflexo de defesa porque há mais presos negros do que brancos, uma vez que as camadas sociais mais pobres possuem mais negros do que brancos? Não entendo.]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Comentários Maldosos</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
<category>Reclamações</category>
<category>Rel. Sociais</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=332</comments>
<pubDate>8/23/2011 1:25:56 PM</pubDate>
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<title><![CDATA[Windows é muito mainstream]]></title>
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<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><img alt="" src="/ViewImage.aspx?id=47" /></div>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Nerd</category>
<category>RERERE</category>
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<pubDate>8/18/2011 2:31:52 PM</pubDate>
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<title><![CDATA[Mais que fato]]></title>
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<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><img alt="Fato" src="/ViewImage.aspx?id=45" /><br /><span style="font-style: italic">Mais que fato: é uma verdade da natureza.</span><br /></div>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Comentários Maldosos</category>
<category>Nerd</category>
<category>RERERE</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=329</comments>
<pubDate>8/16/2011 12:54:27 PM</pubDate>
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<title><![CDATA[Ouvir piada péssima sobre você]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=328</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><img alt="Piada ruim" src="/ViewImage.aspx?id=44" /></div>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Divagações</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
<category>RERERE</category>
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<pubDate>8/16/2011 12:33:16 AM</pubDate>
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<title><![CDATA[Estudo relaciona descrença religiosa a QI alto]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=327</link>
<description><![CDATA[Estava procurando por materiais que pudessem relacionar cultura e conhecimento à crença religiosa, pois invariavelmente, todos grandes gênios que admiro (desde Isaac Newton até músicos como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Gildenlöw" target="_blank">Daniel Gildenlöw</a>), eram ateus ou possuíam filosofias relacionadas ao panteísmo, deísmo, etc., onde os contos de fada religiosos (Adão e Eva, mulher feita da costela do homem, mundo com 6.000 anos, homem zumbi (<span style="font-style: italic">a.k.a.</span> Jesus), arca de Noé e outras aberrações) são todos sumariamente descartados.<br /><br />Eis que acho essa notícia:<br /><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-relaciona-descrenca-religiosa-a-qi-alto,195483,0.htm" target="_blank">http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-relaciona-descrenca-religiosa-a-qi-alto,195483,0.htm</a><br /><br />Vale a pena ler. As exceções também são comentadas.<br /><br />---<br /><br />Newton, ironicamente, até onde se sabe, agia como cristão em público. Porém devido a grande pressão e influência da igreja na época, não revelava seguir de fato a filosofia do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Socinianismo" target="_blank">socinianismo</a>.<br /><br />Einstein é outro exemplo comumente citado, por ser judeu. Entretanto, ele não era praticante e até onde se sabe, era adepto do pandeísmo (um meio termo entre deísmo e panteísmo).<br /><br />As filosofias deístas e panteístas são saudáveis e nem podem ser considerada religiões. São simplesmente ideias que algumas pessoas têm a respeito de um suposto Deus. O panteísmo diz: "A matemática e a lógica são a linguagem de Deus, e se Ele existe, O encontraremos através destas. Ou talvez não, se ele for muito complexo para nós, assim como há problemas matemáticos sem solução conhecida."<br /><br />Vejo maldade na ignorância, ou seja, quando algo é ignorado. Porém essas filosofias não fecham os olhos para todas descobertas, evidências, fatos e avanços científicos.<br /><br />Enfim, é interessante observar a relação entre cultura e religiosidade. Embora exista, raramente encontraremos algum grande mestre da ciência que siga piamente alguma religião organizada. Eu não conheço nenhum.]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Divagações</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=327</comments>
<pubDate>8/12/2011 5:47:54 PM</pubDate>
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<title><![CDATA[Cebola]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=326</link>
<description><![CDATA[Comi dois sanduíches de queijo, alface, muita cebola e um pouco de maionese, ontem à noite. Já escovei os dentes duas vezes e continuo com o adorável sabor de cebola em minha boca.]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Insanidades</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=326</comments>
<pubDate>8/8/2011 12:17:22 PM</pubDate>
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<title><![CDATA[Anonymous]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=325</link>
<description><![CDATA[O <span style="font-weight: bold">Tadiotto</span> mandou mais um texto para publicação aqui, o qual eu endosso e apoio a idéia.<br /><br />---<br /><br />Há um pouco mais de um mês atrás eu estava pensando sobre o sistema político aqui do Brasil. Todo mundo que tenha acesso a notícias sobre política sabe que os nossos prezados governantes se divertem com o nosso dinheiro. Mas talvez nem todo mundo perceba como o nosso sistema político falha miseravelmente no seu propósito. Segundo a Wikipédia: “Democracia é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos”.<br /><br />Alguém aqui sente que tem o poder de tomar importantes decisões políticas, ou sente que está sendo representado pelos governantes? Não. Eles estão lá representando os próprios interesses. É claro que há exceções, mas a proporção de pessoas desonestas no nosso governo é muito grande e a lógica é simples: se uma instituição oferece vagas para trabalhar com programação, você espera candidatos que sejam programadores; se uma instituição oferece diversos benefícios e possibilidade de se aproveitar do dinheiro alheio com pouca chance de punição, o que você espera? Pessoas que querem melhorar a vida do povo brasileiro? Ha-ha!<br /><br />Enfim, o sistema não funciona como deveria e nós não podemos fazer nada para mudar isso, pois quem julga os políticos são eles mesmos. Então o que resta é deixar eles roubarem em paz e seguir com as nossas vidas. Ou fazer uma revolução. Por que não?<br /><br />Foi logo depois de pensar sobre isso que descobri o <a href="http://www.whatis-theplan.org/" target="_blank">Anonymous</a>. Um movimento mundial por um mundo melhor, mas que cresce em cada país com rumos diferentes. <a href="http://www.whatis-theplan.org/t1-what-is-the-plan" target="_blank">O Plano</a> com três fases e duração de um ano consiste em organizar as massas para atingir o objetivo. A primeira fase que começou na metade de junho consiste em aprender mais sobre os nossos problemas e sobre o movimento e também divulgá-lo para aumentar o número de seguidores. O que fazer depois eu não sei, mas eu sei que pra mudar precisa de muita gente.<br /><br />Eu sou cético e tenho pouca esperança que o movimento mude o Brasil (e também sou péssimo em me expressar e convencer as pessoas das minhas idéias). Mesmo assim eu sei que esse é o único jeito e estou fazendo a minha parte. Pense nisso da próxima vez que reclamar do governo.<br /><br />Se interessar, siga no Twitter <a href="https://twitter.com/#!/BrazilAnon" target="_blank">@BrazilAnon</a> e <a href="https://twitter.com/#!/PlanoAnonBR" target="_blank">@PlanoAnonBR</a>, ou no Facebook <a href="https://www.facebook.com/pages/Plano-Anonymous-Brasil/181574395240522" target="_blank">Plano-Anonymous-Brasil</a>.]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Pessoas Comuns</category>
<category>Rel. Sociais</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=325</comments>
<pubDate>7/19/2011 12:09:04 PM</pubDate>
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</item>
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<title><![CDATA[O Cúmulo da Xenofobia Nerd]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=324</link>
<description><![CDATA[O assunto já é velho mas nunca havia comentado aqui. Parece uma obra de trolls ou uma notícia falsa do <a href="http://www.sensacionalista.com.br/" target="_blank">Sensacionalista</a>, mas infelizmente, para a parte civilizada da humanidade, essa informação é verdadeira: criaram um "leiaute" de teclado brasileiro. Não, não se trata do ABNT2, com algumas teclas a mais. Trata-se de um desenho totalmente novo, com as teclas posicionadas de outra forma:&nbsp; <a href="http://tecladobrasileiro.com.br/" target="_blank">http://tecladobrasileiro.com.br/</a>.<br /><br /><img alt="Scarsick" src="/ViewImage.aspx?id=42" style="float: left; padding: 10px" /> O site todo é uma pérola não só pela idéia estapafúrdia como também 
pelo modo forçado como tentam evitar "estrangeirismos", traduzindo e 
aportuguesando palavras já conhecidas no Inglês (como "driver", que 
virou "draive" e "piloto") e pelos adoráveis tutoriais para Linux, 
sempre esbanjando a intuitividade da linha de comando. Sobre o teclado a idéia é simples: arranque as teclas do seu teclado e reposicione-as de forma a ficar com o "leiaute" otimizado proposto. Caso seu teclado seja um pouco mais moderninho e tenha aquele layout em curva como esse teclado wireless ergonômico aí da imagem, você pode colar etiquetas sobre cada letra!<br /><br />Depois basta instalar um dos "dráivers" (piloto) para o teclado e ser feliz com seu novíssimo teclado XACA (xiita anti-capitalismo americano (LOL!)), twittar sobre isso e colocar fotos na lista de discussão dos seus amiguinhos comunistas, usando seu computador anti-sistema.<br /><br /><span style="font-style: italic">Viva la revolución!</span>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Comentários Maldosos</category>
<category>Nerd</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=324</comments>
<pubDate>7/9/2011 4:54:03 PM</pubDate>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre os atalhos do Office em Português...]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=323</link>
<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><img alt="MS Brasil" src="/ViewImage.aspx?id=41" style="vertical-align: middle" /></div>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Nerd</category>
<category>Reclamações</category>
<category>RERERE</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=323</comments>
<pubDate>6/22/2011 12:54:36 PM</pubDate>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Qual é o segredo? E qual é a surpresa?]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=322</link>
<description><![CDATA[Reproduzo abaixo uma nota de <a href="http://blogdojuca.uol.com.br" target="_blank">Juca Kfouri</a>, um dos raríssimos jornalistas esportivos do Brasil que não se faz de otário.<br /><br />---<br /><br />"Então a presidenta Dilma Rousseff quer manter o sigilo dos 
arquivos e assinou Medida Provisória para garantir também sigilo nos 
orçamentos das obras para a Copa do Mundo e para a Olimpíada no Brasil?!<div class="entry">
<p>Qual será o segredo que os políticos, os cartolas e os empresários 
dos mais variados ramos de atividade, dos empreiteiros aos da 
publicidade, querem tanto guardar?</p>
<p>Quer saber?</p>
<p>Não tem segredo.</p>
<p>O que está acontecendo está previsto desde que o Brasil se candidatou para receber os dois maiores eventos do mundo.</p>
<p>E tem um nome bem brasileiro: farra do boi!</p>
<p>Mas quem foi contra foi chamado de fracassomaníaco e cositas do gênero.</p>
<p>Pena que quem vai pagar não é só quem festejou.</p>
<p>Somos todos nós.</p>
<p>Será que orna com o perfil de gerente da presidenta?</p>
<p>Chega a ser <em>surpreendenta?</em>"</p><p>---<br /></p><p>Fonte: <a href="http://blogdojuca.uol.com.br/2011/06/qual-e-segredo-e-qual-e-a-surpresa/" target="_blank">http://blogdojuca.uol.com.br/2011/06/qual-e-segredo-e-qual-e-a-surpresa/</a><br /></p></div>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Futebol</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=322</comments>
<pubDate>6/21/2011 1:57:24 PM</pubDate>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Até tenho medo, mas...]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=321</link>
<description><![CDATA[Escrevo para&nbsp; compartilhar com os 31 leitores o ótimo atendimento prestado pela NET aqui em Farroupilha. Usamos a TV por assinatura desde 1995 e a partir do começo desse ano, Internet e telefone. A qualidade dos novos serviços é ótima e a primeira vez que tivemos problema, fomos muito bem atendidos, com uma visita pontual do técnico que prontamente identificou e resolveu o problema.<br /><br />É um alívio enorme não precisar mais da Brasil Telecom/Oi e não ser mais tratado como palhaço.<br /><br />PS.: Fiquei com medo de elogiar pois sabem, né, lei de Murphy.]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Etc e tal</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=321</comments>
<pubDate>6/17/2011 2:44:20 PM</pubDate>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Liberdade de Expressão só para aquilo que me convém]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=320</link>
<description><![CDATA[<span style="font-style: italic">"O Bolsonaro só está exercendo seu direito de liberdade de expressão. Mas somos contra a marcha da maconha."</span><br style="font-style: italic" /><br />E o inverso também se lê por aí.<br /><br />Pessoas: sempre surpreendendo.]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Divagações</category>
<category>Pessoas Comuns</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=320</comments>
<pubDate>6/16/2011 2:16:08 PM</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=320]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[There, I fixed it]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=319</link>
<description><![CDATA[Texto de colaborador.<span style="font-weight: bold; font-style: italic"><br /><br />Autor: Tadiotto</span>.<br /><br /><div>- Temos um problema de racismo na sociedade.</div><div>- É mesmo? O que acontece?</div><div>- As pessoas tratam outras pessoas de maneira diferente de acordo com a cor da pele delas.</div>

<div>- Já sei! Vamos criar leis diferentes para cada etnia.</div><div>- Ótima idéia. Problema resolvido.</div><div><br /></div><div>Eu
 não tenho muita moral pra falar nesse problema porque não tenho uma 
possível solução imediata pra ele (educação resolve, mas demora). Mesmo 
assim, será que só eu vejo um problema de lógica nessa "solução"? Aliás,
 acho que nem entre aspas é justo chamar de solução. Tá bem mais pra 
tratamento de sintomas.</div>

<div><br /></div><div>Quem não entendeu o título clique <a target="_blank" href="http://thereifixedit.failblog.org/">aqui</a>.</div>]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Rel. Sociais</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=319</comments>
<pubDate>6/15/2011 12:57:50 PM</pubDate>
<guid><![CDATA[http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=319]]></guid>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vida Simples (Você é um idiota!)]]></title>
<link>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=318</link>
<description><![CDATA[<a href="http://www.youtube.com/watch?v=f-ZtlE3Mz1I" target="_blank"><img alt="Scarsick" src="/ViewImage.aspx?id=39" style="float: left; padding: 10px" /></a>Somos especialistas em criar soluções para problemas. E essas soluções às vezes geram mais problemas. Nossa especialidade, portanto, é criar problemas.<br /><br />Criamos a ideia de água encanada para não precisarmos ir até o rio ou poço buscar água. Para pô-la em prática precisamos criar os canos. Montamos uma indústria pra montar os canos. Precisamos de plástico para os canos. Outra indústria especialista em fazer plástico pros canos, que precisa de outra indústria pra extrair petróleo para os plásticos dos canos.<br /><br />Porém dá trabalho extrair petróleo. Muito trabalho. Criamos máquinas para facilitar o trabalho. E máquinas para fazerem máquinas que constroem máquinas para facilitar o trabalho de extrair petróleo para fazer o plástico necessário para fazer os canos para encanar a água. Dá trabalho transportar isso. Criamos caminhões. E máquinas para fazer caminhões para transportar. Um caminho sem fim.<br /><br />Tudo gera um grau de complexidade absurda. Uma máquina de criar problemas, soluções, problemas e soluções. Em 1990, ficar sem Internet não era um problema. Hoje é. Como vivíamos antes?<br /><br />Na minha adolescência ninguém tinha o "problema" de escolher um celular novo. Hoje, temos o problema de pesquisar para saber qual celular tem os recursos que precisamos para comprar. Tudo bem que poderíamos pedir ajuda pros vendedores, mas 99,9% são idiotas mal pagos que mal sabem o que estão vendendo. Então precisamos fazer o trabalho deles antes de comprar, chegar na loja, apontar e dizer "quero esse celular".<br /><br />Ou você simplifica. Pensa em como era em 1999 e descobre que qualquer celular de hoje é melhor que qualquer celular daquela época. Não precisa pesquisar. O que aquele sujeito que faz o papel de interface entre você e o seu novo celular disser, está bom. Você não precisa de bluetooth. Você se quer sabe que diabos é isso. Ficou sabendo que é possível ouvir rádio FM pelo celular? Dane-se, você nem ouve rádio. Porque procura um celular com esse recurso? <br /><br />Leu que os novos modelos da AbacateCel possuem o incrível recurso de entrada USB padrão, onde você pode plugar uma série de dispositivos USB e expandir seu celular. Mouse, pen-drive, câmera digital, scanner e até modem ADSL. Legal, agora que você sabe que existe isso, vai procurar um celular com esse "feature". Mesmo que não use, mesmo que não precise e mesmo que deixe o celular 15% mais caro.<br /><a href="http://www.youtube.com/watch?v=FczYiRF9HiE" target="_blank"><img alt="" src="/ViewImage.aspx?id=40" style="float: right; padding: 10px" /></a><br />Venderam um novo problema pra você. Colaram um adesivo gigantesco dizendo “USB ready”. Alguém disse "hey, você precisa de celular com porta USB" e você aceitou, mesmo que seja um recurso que vá usar, talvez, uma vez ao longo da vida útil do celular. "Que legal, posso baixar as fotos da minha câmera digital de 16GB - cujos 16GB eu nunca uso - para meu celular que vem com 32GB de memória".<br /><br />Então você toma consciência disso e passa a ignorar essa necessidade fabricada. Porta USB em celular é inútil. Você quer um celular que lhe permita jogar xadrez, pois sua vida seria muito melhor tendo um dispositivo desses. Você quer um celular novo pra isso, pois fica muito tempo em filas de espera e deseja ter algo pra se distrair nisso. Facilitará sua vida e a tornará mais agradável, como a água encanada. É um problema novo que compensa. É uma cirurgia para correção de astigmatismo. Um novo problema que o livrará do velho transtorno de usar óculos. O problema novo é melhor que o velho.<br /><br />Então você compra o celular novo. Está feliz com ele, mas descobre que por algum motivo, o celular é ruim. Não porque você acha, porque alguém falou. Alguém, aliás, babou que ele é ruim porque “não tem nem porta USB”. Aí você ou continua a ignorar ou passa a achar ruim porque alguém disse.<br /><br />Em termos nerd: alguém está muito feliz com seu Windows Vista em um PC com 512 MB de RAM, pra acessar Orkut e jogar Paciência, mas você convence a pessoa de que é tudo ruim e que ela deveria comprar um novo com Windows 7 e 4 GB. Ela não pensou por conta “isso está lento, será que existe algo mais rápido que me deixe mais feliz?”.&nbsp; Foi você, idiota, que foi lá e estragou tudo convencendo que ela não estava feliz com algo que estava. Ou você foi legal e disse que ela poderia ser “mais feliz do que já era”?&nbsp; O que realmente vai melhorar a vida da pessoa?<br /><br />A vida moderna nada mais é do que uma troca de problemas. Trocamos um problema por outro que podemos suportar. Como divaguei outra vez, a ideia é simplificar a vida não trocando “nada” por “problema”. O tédio na fila é um problema. Um celular com jogo de xadrez é solução. Ponto. É isso que procuro, isso que quero. Só isso.<br /><br />Prefiro reclamar que a Internet caiu a ter os problemas de falta de acesso à informação, dificuldade de comunicação e ter que dirigir até outra cidade para enviar o código fonte do meu trabalho. Vários problemas resumidos a um só. Uma solução, um problema menor.<br /><br /><a href="http://www.youtube.com/watch?v=WS8LLLYF17k" target="_blank">Simplifique</a>. Troque vários problemas por um. Resolva problemas que você realmente tem. Consegue fazer isso?]]></description>
<author><![CDATA[Daniel Zhe]]></author>
<category>Divagações</category>
<category>Rel. Sociais</category>
<category>Crítica</category>
<comments>http://www.abacatedoce.net/Post.aspx?id=318</comments>
<pubDate>6/14/2011 12:53:00 PM</pubDate>
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